Água

Segredos da Água


Séc. XX. – 1903 O Dr. Charles Lepierre realiza pela primeira vez, uma análise bacteriológica à Água Termal de Luso e classifica-a de “Água muitíssimo pura”.






Origem e Formação do Recurso


A Água Mineral Natural de Luso é um recurso de exceção que tem a sua origem na água da chuva infiltrada na Serra do Bussaco, em rochas formadas, quase exclusivamente, por quartzo, designadas quartzitos. A topografia cimeira dos quartzitos permite-lhes beneficiar de elevada pluviosidade orográfica. Nestas rochas, muito compactas aquando da sua formação – há mais de 400 milhões de anos – desenvolveu-se uma densa rede de fraturas, intercomunicadas, que permitem o armazenamento e circulação da água.

Esta vocação hidrogeológica, aliada à grande espessura da série, envolvida por rochas praticamente estanques, explica o fluxo concentrado de notáveis recursos hídricos subterrâneos. Após a infiltração, a água faz um circuito profundo, estimando-se que atinja mais de 500 metros de profundidade provocando um aquecimento da água bem acima dos 30ºC. A este circuito chamamos aquífero e corresponde à circulação profunda da Água Mineral Natural de Luso. Este Aquífero termina na povoação de Luso, por interposição de uma barreira geológica impermeável que obriga à ascensão concentrada das águas a uma temperatura que ronda os 28ºC.

As captações têm evoluído, ao longo de tempo, aproveitando as vantagens tecnológicas do nosso tempo, sem perda de rigor, segurança e sustentabilidade. Numa primeira fase, toda a produção de água mineral destinada ao termalismo e, mais tarde ao engarrafamento, foi garantida por uma nascente tradicional – a Fonte Termal de Luso. A partir de 1974, a realização de uma captação tubular, vertical, do tipo “furo de captação”, permitiu reservar a Fonte Termal para termalismo e ganhar origens independentes de água mineral para engarrafamento. Em qualquer das situações, a água mineral exsurge à superfície, por mecanismos naturais (artesianismo repuxante), garantia de exploração comedida, equilibrada e sustentável do recurso hidromineral.





Características Químicas da Água Termal de Luso


Mineralização Total: Hipossalina
Quimismo: Silicatada, cloretada, sódica e potássica
O circuito profundo percorrido pelas águas da chuva confere à Água Termal de Luso uma baixa mineralização sendo por isso considerada uma água hipossalina, isto é, muito pouco mineralizada, vulgarmente designada como levíssima.

Para além disso o fato de atingir profundidades elevadas provoca também um aquecimento da água que emerge, por interposição de uma barreira geológica impermeável que obriga à ascensão concentrada das águas, em torno de 28ºC sendo por isso considerada mesotermal. As características físico-químicas da Água Termal de Luso possuem grande estabilidade, podendo ainda assim, ocorrer ligeiras variações, decorrentes do facto de se tratar de um produto natural. Contudo, estima-se uma concentração em sílica de cerca de 26% do valor de mineralização total.

Devido às suas características únicas a Água Termal de Luso é indicada para o tratamento de diversas patologias, nomeadamente:

- Doenças do Aparelho Circulatório: hipertensão arterial.
- Doenças do Aparelho Nefro-urinário: Litíase e insuficiência renal.
- Doenças do Aparelho Respiratório: Bronquite, rinite e sinusite crónica.
- Doenças Crónicas da Pele: Psoríase, eczema atópico e crónico, acne, e sequelas de queimaduras.
- Doenças Metabólico-endócrinas: Diabetes, gota e hipercolesterolémia.
- Doenças Reumáticas e Músculo-esqueléticas: Artrose, espondilose, tendinite e fibromialgia.


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